Regio: Lissabon

Pela expansão imediata do elétrico 15E à Cruz Quebrada e a Santa Apolónia

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Carris, câmara municipal de Lisboa, câmara municipal de Oeiras

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Verzoekschrift gericht aan: Carris, câmara municipal de Lisboa, câmara municipal de Oeiras

A carreira 15E é hoje um dos eixos mais importantes da frente ribeirinha de Lisboa, ligando Algés à Praça da Figueira e servindo diariamente milhares de residentes, trabalhadores, estudantes e turistas. No entanto, o seu potencial está por cumprir: a linha continua limitada aos mesmos pontos terminais de sempre, apesar de já ter servido, no passado, tanto a Cruz Quebrada como zonas mais a oriente — não existe hoje nenhuma razão técnica, urbanística ou operacional que justifique que estes troços continuem por reativar.

Pela extensão à Cruz Quebrada e a Santa Apolónia
A extensão do 15E a estes dois pontos traria benefícios diretos e imediatos:
1.Transbordos facilitados — a chegada a Santa Apolónia criaria uma ligação direta a um dos principais nós ferroviários da cidade (comboios urbanos e regionais), enquanto a chegada à Cruz Quebrada aproximaria o elétrico da linha de comboio de Cascais, reforçando a intermodalidade em ambas as pontas da linha.
2.Redução do tempo de viagem — para quem hoje depende de transbordos ou de percursos indiretos entre estas zonas e o centro da cidade, uma ligação direta de elétrico representa uma poupança real de tempo no dia a dia.
3.Uma linha já existente, não uma obra de raiz — os carris entre Algés e a Cruz Quebrada já existiram e serviram a população durante décadas; o troço rumo a Santa Apolónia está igualmente identificado e planeado há anos. Não se trata de construir uma nova infraestrutura do zero, mas de reativar e concluir ligações que a cidade já teve ou já projetou.
Não há motivo válido para a inatividade destes troços — com os novos elétricos articulados já entregues e ao serviço, a limitação atual resulta de falta de decisão e execução, não de qualquer impedimento técnico.

Pelo reforço da frequência a cada 5 minutos
De pouco serve prolongar a linha se a frequência não acompanhar a procura. Pedimos um reforço sério do intervalo entre carros, para um máximo de 5 em 5 minutos nas horas de maior procura.
Este pedido não é irrealista: a Carris tem hoje ao seu dispor 15 novos elétricos articulados, que se juntam aos anteriores fazendo cerca de 25 elétricos existentes na frota — mas, na prática, apenas entre 8 e 12 veículos circulam atualmente em serviço na 15E. Há, portanto, capacidade instalada mais do que suficiente para aumentar significativamente a frequência sem necessidade de novos investimentos em material circulante.
A experiência de outras cidades europeias mostra que a frequência gera procura, e não o contrário: no Luxemburgo, por exemplo, a rede de elétrico assenta numa frota moderna com frequências elevadas e regulares, o que tem sido decisivo para atrair um número crescente de passageiros ano após ano. Lisboa tem hoje os meios para seguir o mesmo caminho — falta apenas a decisão de os pôr ao serviço da população.

Pela criação de mais faixas Bus ao longo do percurso
Para que o reforço de frequência se traduza em pontualidade e fiabilidade reais, é essencial proteger o 15E do trânsito automóvel nos troços mais congestionados. Pedimos a criação de faixas Bus dedicadas, nomeadamente em:
Rua da Junqueira
Rua Bartolomeu Dias
Rua Damião de Góis
Sem prioridade física no espaço público, qualquer aumento de frequência corre o risco de ser anulado pelo congestionamento automóvel, penalizando quem usa o transporte público em benefício de quem circula sozinho de carro.

Uma promessa feita há mais de uma década
Estas extensões não são uma ideia nova — são uma promessa reiterada pela Carris e pela Câmara Municipal de Lisboa ao longo de sucessivos mandatos, sem que se tenha cumprido até hoje:
Já em 2014, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou o prolongamento do 15E até Santa Apolónia, no âmbito da requalificação da zona ribeirinha.
Em 2019, no lançamento do concurso público de 45 milhões de euros para a compra de 15 novos elétricos articulados, a Carris e a CML anunciaram formalmente as expansões à Cruz Quebrada e a Santa Apolónia, com a então Câmara a manifestar esperança de que a ligação fosse "uma realidade" ainda naquele mandato autárquico.
Em 2023, com a entrada ao serviço dos primeiros novos elétricos, a Carris reafirmou publicamente a intenção de expandir a linha e reforçar a frequência.
No início de 2024, com a entrega da totalidade dos 15 novos veículos concluída, as extensões continuavam — e continuam ainda hoje — sem data de execução.
Décadas depois continuamos na mesma.

O que pedimos:
Pelas razões acima expostas, vimos por este meio solicitar à Câmara Municipal de Lisboa e à Carris:
1.A extensão imediata da carreira 15E à Cruz Quebrada e a Santa Apolónia;
2.O reforço da frequência para um intervalo máximo de 5 em 5 minutos, aproveitando a frota já disponível;
3.A criação de faixas Bus na Rua da Junqueira, na Rua Bartolomeu Dias e na Rua Damião de Góis, para garantir a fiabilidade do serviço.

Depois de mais de uma década de promessas, é tempo de as cumprir.

Reden

Esta petição é importante porque exige o cumprimento de promessas feitas há mais de uma década pela Carris e pela Câmara Municipal de Lisboa. O investimento em novos elétricos já foi feito e pago pelos contribuintes — falta apenas a decisão política de pôr esse investimento verdadeiramente ao serviço da população. A extensão do 15E à Cruz Quebrada e a Santa Apolónia, o reforço da frequência e a criação de faixas Bus não são pedidos irrealistas: são medidas que aproveitam recursos já existentes para melhorar significativamente a mobilidade na frente ribeirinha de Lisboa, beneficiando diretamente milhares de residentes, trabalhadores e estudantes que hoje dependem de transportes mais lentos, indiretos ou congestionados. Quantas mais assinaturas, maior a pressão para que este compromisso deixe finalmente de ser adiado.

Gegevens met betrekking tot de petitie

Petitie gestart: 02-09-2026
Collectie eindigt: 02-09-2027
Regio: Lissabon
Categorie: Vervoer

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O transporte entre Cruz Quebrada e Algés está bastante prejudicado desde a queda do muro. Os transportes estão demorando muito mais do que o normal, e o 776, que já é um autocarro pequeno, não dá conta da quantidade de passageiros.

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